SCALLABIS

Sabe-se que na Idade do Ferro existiu um povoado, influenciado pelas civilizações mediterrânicas orientais e em particular pelos fenícios, que teria dado origem a “Moron”.

 A influência fenício-púnica terá sido interrompida quando Roma se impôs a Cartago como grande potência marítima do mediterrâneo, dando o início à ocupação militar da Península Ibérica e do território da Lusitânia. 

Os primeiros vestígios da presença romana datam da chegada das legiões de Décimo Júnio Bruto, em 138 a.C., ao local que se denominou SCALLABIS e, entre os anos 49-44 a.C., estabeleceu-se um acampamento militar fortificado, em local ainda não identificado.

A referência de Plínio atribui a fundação do acampamento militar a Júlio César, chamando-lhe “Praesidium Iulius”.

Com a pacificação da Península Ibérica e a reorganização administrativa do território o “Praesidium Scallabis” adquire o estatuto de “ciuitas” e, dada a sua importância crescente, acabará por ser sede dum dos três “conventus” quando a Lusitânia foi dividida política e administrativamente com Augusto, o “Conventus Scallabitanus“, em 16-15 a.C..

Durante este período tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província da Lusitânia com capital em Emerita Augusta (Mérida) dividida em três ConventiConventus Emeritensis, Conventus Scallabitanus e Conventus Pacensis.

A existência de um templo, na zona que fica dentro do perímetro da Muralha Medieval da cidade de Santarém, ao lado do Jardim das Portas do Sol, de que chegou até nós o podium e uma parede do recinto, remetem-nos para uma centralidade deste local, em Época Romana.

Templo romano de Scallabis. Para melhor conhecer, consulte aqui

«Las dudas, hasta hace pocos años existentes, sobre la identificación de Santarém con la antigua Scallabis no tienen hoy día razón de ser, asumiéndose que corresponde a la ciudad romana referida por Plinio (IV, 117), Ptolomeo (2,5,6) y por el itinerario de Antonino, aunque extrañamente ignorada por Estrabón. No obstante, los vestigios resultantes de los trabajos arqueológicos de las últimas dos décadas permiten afirmar que es en el espacio de la actual Santarém donde se situaba Scallabis – el poblado indígena, en el cual se instaló el Praesidium Iulium en 61 a.C. (…)»
in: Rui de Almeida. Las ánforas del Guadalquivir en Scallabis (Santarém, Portugal). Una aportación al conocimiento de los tipos minoritarios. Instrumenta, 28. Barcelona.

Para consultar a Bibliografia sobre Scallabis, pode ver aqui

Recolha: Filomena Barata